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Na Lojinha de Um Real Eu Me Sinto Milionário (CD) | boranda.com.br

Paulo Padilha

Por Apenas

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Paulo Padilha - “Na Lojinha de Um Real Eu Me Sinto Milionário”

 

Rindo se castigam os costumes. A máxima latina ajuda a definir o novo trabalho de Paulo Padilha, cantor, compositor, instrumentista e – por que não? – escritor. “Na Lojinha de Um Real Eu Me Sinto Milionário” é um livro-CD autobiográfico que narra o cotidiano de um músico brasileiro numa caótica metrópole latino-americana do século XXI. De maneira bem humorada, mas nem por isso menos profunda, Padilha faz uma reflexão a respeito da criação artística. Ele vai de temas, digamos, mais práticos – a sogra como musa inspiradora do compositor – até divagações filosóficas sobre a função da arte. 

 

Na prosaica “Serrei as pernas da mesa”, Padilha usa uma cena de marcenaria doméstica para confessar que “Não existe Céu ou Inferno / no ato da criação”. De posse dos serrotes, martelos e alicates que seu ofício lhe dá, ele se revela um artesão da música: “Não sou um cara violento / nem trabalho com decoração / (...) vivo de fazer canção / (mas às vezes falta imaginação)”.

 

Padilha fez as contas: num iPod de 120 GB podem ser armazenadas mais de 34 mil músicas. Supondo que uma pessoa ouça um disco por dia, seria material suficiente para dez anos, sem repetições. “Por que fazer novas canções, com tanta música velha e boa pra gente ouvir?”, o compositor se perguntava durante a produção do novo álbum.

 

Foi na rua, circulando por São Paulo, que buscou a resposta. “Eu e minhas ideias geniais que o mundo precisa conhecer / saímos para dar uma volta, um passeio, um rolê”. O reggae de canto falado e discursivo apresenta-se no melhor estilo Itamar Assumpção, impressão reforçada com as participações especiais escolhidas para entoar o refrão. As cantoras Suzana Salles e Vange Milliet, integrantes da extinta banda Isca de Polícia, apelam em coro: “Mundo, vasto mundo, ouve as ideia [sic] desse vagabundo.”

 

O erro proposital de concordância, que aproxima a letra da linguagem do povo nas ruas, indica a outra referência musical: Adoniran Barbosa. A maliciosa “Si Mi Ré Lá” ou a divertida marchinha “Áio no ôio” parecem tiradas do repertório de Adoniran, com versos como “Foi no mês de maio / eu tava picando áio / pra fazer o môio”. “Mais do que propriamente um paulistano da gema, me considero um compositor urbano, como eram também Itamar e Adoniran”, comenta Padilha.

 

Produzido a partir de recursos do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (Proac), “Na Lojinha de Um Real Eu Me Sinto Milionário” tem como núcleo musical o trio formado por Padilha, Leonardo Mendes e Samba Sam. Entre as participações especiais, destaque ainda para as cantoras Mart’nália, Juçara Marçal e Nenê Cintra.

 

O livro-CD marca os 15 anos do carreira discográfica solo de Paulo Padilha. Formado em composição pela Faculdade de Música da Universidade de São Paulo (USP), ele foi um dos criadores do Aquilo Del Nisso, atuando como baixista, arranjador e produtor. Participou de quatro discos do grupo, entre eles, o premiado “Chico Buarque Instrumental” (1994).

 

Sua estreia em um trabalho individual aconteceu em 1997, quando lançou o CD “Cara legal” e redirecionou sua carreira para as canções. Depois seguiram-se os álbuns “Certeza” (2001) e “Samba descolado” (2006). Este último lhe rendeu uma maior aproximação com o universo do samba e possibilitou que Padilha viajasse em turnê pelo Projeto Pixinguinha, dividindo o palco com o portelense Monarco. Além disso, a música “Love” projetou o compositor nacionalmente, ao entrar na trilha da novela “Insensato coração” (TV Globo, 2011) na interpretação da cantora Simone.

 

“Hoje me sinto mais maduro, sabendo onde eu quero chegar. Aposto no suingue, no ritmo – da música e das palavras. Apesar da minha formação de músico, o texto foi tomando conta do meu trabalho e, cada vez mais, busco uma letra bem acabada, que surpreenda”, avalia o compositor. Foi essa preocupação, aliada ao prazer em contar histórias, que deu origem ao livro-CD.

 

As crônicas que estão publicadas entre uma e outra letra de música complementam as canções e conduzem o leitor-ouvinte por um passeio que termina de maneira inusitada, em forma de foto-novela – com imagens em preto-e-branco, sem palavras. Afinal, a função da arte é criar novas perguntas, não é dar respostas.

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