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MARIO ADNET – Um olhar sobre Villa-Lobos

 

Mario Adnet sempre nos propõe um passeio: em seus discos, já revisitou Tom Jobim, Moacir Santos, Luiz Eça, Baden Powell.  Seu novo trabalho, “Um olhar sobre Villa-Lobos”, tem como ponto de partida a obra do compositor que, segundo ele, musicalizou o Brasil. Passageiros sentados à janela desse trem caipira vão reencontrar Villa-Lobos, descobrir nuances despercebidas em sua obra e ouvir sua música pelos ouvidos de Adnet. 

 

“Posso dizer, com segurança, que ele lavou a alma de várias gerações que passaram a gostar de música por sua causa. Colocou todo o Brasil para cantar: pobres, ricos, em colégios e nos estádios de futebol”, diz Mario, lembrando que sua mãe, aluna de canto de uma irmã de Mindinha (segunda mulher do compositor) estava entre os milhares de brasileiros que se apresentaram em corais para Villa-Lobos. “Mas, apesar de ser tão popular, de adorar a rua, Pixinguinha, Cartola, Donga, o compositor, naquela época, só teve como caminho as salas de concerto.”

 

“O meu desejo foi mostrar a música de Villa-Lobos sem fronteiras”, explica Adnet. A escolha do repertório foi intuitiva. “Joana (Adnet) e eu escolhemos pelo ouvido e, depois, quando percebemos, tínhamos coberto fases de toda sua vida”.  Depois, hora de se debruçar nos arranjos e orquestrações. “Não mexi muito. Porque é genial. É genial! Não desconstruí. Não desmontei o que ele fez.”

 

Algumas músicas que eram para piano ganharam orquestra. Temas com canto lírico foram transformados para o popular sofisticado, como “Dança (Martelo)”, das “Bachianas Brasileiras nº 5”, interpretada por Mônica Salmaso.  Mario também canta no disco, assim como “dois patrimônios da nossa cultura”, Milton Nascimento e Edu Lobo, e mais Muiza Adnet e Paula Santoro. Yamandu Costa participa com seu violão em duas faixas. 

 

Ao longo do trabalho, as peças de Villa-Lobos foram se transformando em pistas, ajudando Mario a percorrer os caminhos da música brasileira. “Porque Villa-Lobos é o pai da música brasileira contemporânea, influenciou gerações e gerações. Quando você escuta as Bachianas e os Choros, vê que tudo está lá.”

 

Mas, ao mesmo tempo, Mario deu à música de Villa-Lobos inspirações de seus próprios descendentes. “Em ‘Abril’ fiz um arranjo que tem muito de Tom Jobim. ‘Improviso nº7’ se transformou num choro no melhor estilo Moacir Santos com lembranças de Radamés Gnattalli. O próprio Villa-Lobos dizia que suas músicas eram cartas que ele escreveu à posteridade, sem esperar resposta. Eu sou um dos que estão respondendo, também sem esperar retorno...”

 

“Lá vai o trem sem destino, pro dia novo encontrar, correndo vai pela terra, vai pela serra, vai pelo mar.” 

 

JÔ HALLACK – outubro 2012

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